Uns vão Uns tão Uns são Uns dão Uns não Uns hão de Uns pés Uns mãos Uns cabeça Uns só coração Uns amam Uns andam Uns avançam Uns também Uns cem Uns sem Uns vêm Uns têm Uns nada têm Uns mal Uns bem Uns nada além Nunca estão todos Uns bichos Uns deuses Uns azuis Uns quase iguais Uns menos Uns mais Uns médios Uns por demais Uns masculinos Uns femininos Uns assim Uns meus Uns teus Uns ateus Uns filhos de Deus Uns dizem fim Uns dizem sim E não há outros
You're beautiful, that's for sure You'll never ever fade You're lovely but it's not for sure I won't ever taste And though my love is rare Though my love is true I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (and baby all I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (All I need for you to know is) Your faith in me brings me to tears Even after all these years And it pains me so much to tell That you don't know me that way And though my love is rare And though my love is true I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (and baby all I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (All I need for you to know is) It's not that I wanna say goodbye It's just that everytime you try to tell me, me that you love me Each and everysingle day I know I'm going to have to eventually give you away And though my love is rare And though my love is true Hey I'm just scared That we may fall through I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (and baby all I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (All I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (and baby all I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (All I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (and baby all I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away I don't know where my soul is, I don't know where my home is (All I need for you to know is)
Lentamente dos vasos brotam as raízes e da janela a poeira ergue-se sobre o asfalto... Nos olhos do menino nascem meteoros e estrelas. Os sorrisos já não são os mesmos e as sombras brincam com o vermelho delicado do natal. Sem hora certa o café está na mesa e o retrato 3x4 esquecido nas gavetas... Na tv, a atriz não me diz nada em seu discurso-comercial-perfume-mais-que-perfeito.
Que dia estranho para Virgem Maria, para o encanto discreto do menino lambendo o picolé azul-piscina.
Meu filho ainda proclama: 100 mil pessoas do bem para cada demônio
Diante de nós os cães envelhecem e já não enxergam o próprio rabo.... A vida é assim no verão que encolhe a pele e desafia a tristeza indelicada da morte.
Amanhã é quarta-feira dia de briefs e trilha sonora retumbante. Aviso aos descrentes : O tempo não pará no azedo infeliz da manga rosa estragada. Quem manda é "Sr. Jesus" com suas poções mágicas.
Façam suas apostas, mas a esperança ainda é a cura para todos os demônios....
obs: texto baseado em uma conversa com João Pedro e dedicado aos amigos que estão perto de "Papai do Céu".
Quando eu canto o seu coração se abala Pois eu sou porta-voz da incoerência Desprezando seu gesto de clemência Sei que meu pensamento lhe atrapalha Cego o sol seu cavalo de batalha E faço a lua brilhar no meio-dia Tempestade eu transformo em calmaria E dou um beijo no fio da navalha Pra dançar e cair nas suas malhas Gargalhando e sorrindo de agonia Se acaso eu chorar não se espante O meu riso e o meu choro não têm planos Eu canto a dor, o amor, o desengano E a tristeza infinita dos amantes Don Quixote liberto de Cervantes Descobri que os moinhos são reais Entre feras, corujas e chacais Viro pedra no meio do caminho Viro rosa, vereda de espinhos Incendeio esses tempos glaciais
Desejo primeiro que você ame, E que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, Que mesmo maus e inconseqüentes, Sejam corajosos e fiéis, E que pelo menos num deles Você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, Desejo ainda que você tenha inimigos. Nem muitos, nem poucos, Mas na medida exata para que, algumas vezes, Você se interpele a respeito De suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, Mas não insubstituível. E que nos maus momentos, Quando não restar mais nada, Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, Não com os que erram pouco, porque isso é fácil, Mas com os que erram muito e irremediavelmente, E que fazendo bom uso dessa tolerância, Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem, Não amadureça depressa demais, E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer E que sendo velho, não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste, Não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra Que o riso diário é bom, O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, Com o máximo de urgência, Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro Erguer triunfante o seu canto matinal Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, Por mais minúscula que seja, E acompanhe o seu crescimento, Para que você saiba de quantas Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, Porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano Coloque um pouco dele Na sua frente e diga "Isso é meu", Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, Por ele e por você, Mas que se morrer, você possa chorar Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem, Tenha uma boa mulher, E que sendo mulher, Tenha um bom homem E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, E quando estiverem exaustos e sorridentes, Ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer, Não tenho mais nada a te desejar.
De ontem em diante serei o que sou no instante agora Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas Separadas pelo canto de um galo velho Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho Do versículo e da profecia Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho Maria! Minha mamadeira de leite em pó É cerveja gelada na padaria Meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira E se antes, um pedaço de maçã Hoje quero a fruta inteira E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa Da luta não me retiro Me atiro do alto e que me atirem no peito Da luta não me retiro... Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem
Os dentes quebrados, o sangue ralo, os pés rachados e a vida continua crua... Nem por um instante minhas idéias alegram, nem por instante minha tristeza comove. Sou carta fora do baralho, sou promessa de lamentações e lágrimas. Sou o detalhe desagradável na paisagem, o reflexo do fracasso infantil, a mais nova causa perdida. Absolutamente não tenho nada, não tenho mais a palavra certa, o discurso otimista-suicida, o abraço acolhedor com passagens para o sucesso imediato dos idiotas. Mas tudo passa e eu sei que as pedras arremessadas sobre os meus sonhos dizem sim.
Tenho um mar de possibilidades e a certeza que não sou mais o que não poderia jamais ter sido.
Devolvo com sinceras considerações as porradas que levei, mas não esperem do meu futuro o corte seco e infeliz de quem não conhece um plano sequência...
Sejam bem-vindos há um novo recomeço, menos amargo, menos ácido,como o gosto suave dos prazeres da infância... Conheçam o horizonte criado na solidão dos nossos ideais. Sejam bem-vindos ao discurso nobre, sem meias palavras ou apelos lucrativos. Seremos convidados a participar da lista interminável de coisas por fazer...
Sejam acolhidos pelo humanismo, doce abismo entre a fraternidade e a coragem... Seremos parceiros de hoje em diante do encontro da fidelidade com a cumplicidade. Acreditem em um destino repleto de possibilidades. Todos lugares do mundo de uma forma ou de outra nós levam ao reencontro com a verdade ....
Vamos desafiar barreiras, derrubar trincheiras, enfrentar dragões, desafiar os imbecis... Estamos a partir de hoje convocados para dançar a ciranda dos dias, para cantar a pleno pulmões as notas da ópera rock....
Seremos "nós" a cada palavra, não esquecendo do sim, não esquecendo do amanhã como oferta válida de uma mesa farta de atitudes sinceras.
Queremos mais, queremos o farol para cada alma perdida com destino incerto para o paraíso...
Estamos aqui para acreditar no fim de todos os poços sem fundo. Porque os sonhos cabem no nossos olhos e não na inércia dos pensamentos egoístas...
Este é nosso principio, meio e recomeço...
Nunca esquecer do ditado popular : "O mundo dá muitas voltas". E graças a Deus não estamos no mesmo lugar....
Flor de Cacto Titulo Original: (Cactus Flower) Lançamento: 1969 (EUA) Direção: Gene Saks Elenco: Walter Matthau, Ingrid Bergman, Goldie Hawn, Jack Weston, Rick Lenz Gênero: Comédia
Que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros. Que o sol brilhe cálido sobre a tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja, que os Deuses te guardem nas palmas de suas mãos.
Antiga Benção Irlandesa
Quem poderá salvar a menina que atravessa a rua pisando firme sem olhar para o céu? Quem poderá admirar esses sonhos estampados em camiseta de algodão? Quando olhei nos olhos dela entendi que seu maior medo não é chuva mas o inferno que cerca constantemente seu paraíso de verão.... Muitos dizem baixinho ou gritam bem alto: ela merece tudo que tem! Enquanto isso ela conta com alguns trocados para comprar a prazo um lugar na roda da fortuna...
Quando não existem mais pedras para se atirar, quando não há mais sobras para se repartir, quando a vaidade vira medalha de encanto falso, quando o soneto é melhor que o poeta.... É chegada a hora de esvaziar o copo e erguer um brinde por dias de luta.
As vezes eu sinto o medo da incerteza me incomodar E eu não posso fazer nada além de me perguntar Por quanto tempo vou deixar o medo assumir o volante e me guiar? Ele já me guiou antes, E parece ter uma certa atraçao assustadora mas de uns tempos para cá tenho começado a perceber Que eu é que deveria estar atrás do volante Não importa o que aconteça amanhã Eu estarei lá com olhos e braços abertos Então se eu resolvesse desistir da minha chance de fazer parte da colméia Será que eu escolheria água ao vinho Assumiria o volante e dirigiria? Ele já me guiou antes e parece ser o caminho que todos escolhem Mas de uns tempos para cá tenho começado a perceber que quando dirijo por conta própria Encontro minha luz Não importa o que aconteça amanhã Eu estarei lá com os olhos e braços abertos Você mataria a rainha pra acabar com a colméia? Você escolheria água ao vinho, assumiria o volante e dirigiria?
Não sou estrela. Sigo pela insistência e karma. Meus dedos agarram o vazio. Sonho constantemente com mortos e não perdôo a dor dissecada em poesia barata. Nada vale a pena nesse castelo de bobagens, mas existem brechas para uma saída digna e sem alardes....
Já dizia um bom e velho comediante : Estou dançando minha valsa em cimento fresco.
O amigo é aquele que tem todos os motivos para desistir de você e não desiste. Você fez por merecer a separação. Exagerou. Afastou o abraço, gritou que ele não o compreende. Mas o amigo entende até na incompreensão. Aguarda entender.
Eu preciso de um amigo que não me renuncie quando já desisti. Que me lembre de não desistir. Que seja insistente como o esquecimento dos velhos. Que desperte o meu humor no desespero, que se desespere com a ausência de notícias.
Um amigo que não numere as páginas do livro. Toda página pode ser a mesma. Um amigo que sopre meu rosto perto de sua boca, como uma gaita de mão. Um amigo capaz de esconder seu amor para proteger a amizade e de me aconselhar a seguir o que ele tinha vontade.
Um amigo que desconheça minha infância para repeti-la, que conheça minhas dores para não tocá-las, que assobie minha alegria para alardeá-la. Que não me torture com os meus defeitos. Que me perdoe por não ser como ele. Aliás, que me agradeça por não ser igual a ele.
Um amigo que não use meus segredos para ganhar outros amigos. Um amigo que abra o vidro do carro para apanhar o resto do céu. Que cante alto no volante no momento em que ansiava pelo silêncio e me obrigue a dispensar a timidez para desafinar junto. Na estrada, o vento também canta de olhos fechados.
Um amigo com cheiro de cortina. Isso: cheiro de cortina, com a experiência de enrolar várias e várias vezes o corpo na cortina. E que tenha recebido beijos dos pais com o tecido arregalado no rosto. Quem se escondeu na cortina deu giros dentro de si e de seus problemas e aprendeu a regressar.
O amigo do primeiro desejo, não do último. O amigo que não me espera no recreio, o amigo que me espera no final da aula. O amigo que é a haste do mar, que não fica de pé no barco, para não desequilibrá-lo. Não quero um amigo que fuja na primeira ofensa, que se isole ofendido num canto, amarrado no orgulho, condicionado às palavras. Um amigo que não fale por mim, que fale através de mim. Não quero um amigo que me ofenda porque não atendi suas expectativas.
Amigo não tem expectativa, tem esperança. O amigo vai procurá-lo não sendo necessário. Vai aumentá-lo enquanto está diminuído e vai diminuí-lo para preveni-lo da ambição.
O amigo é do contra, ao seu lado. O amigo dirá as verdades por respeito, não se eximirá de opinar, tudo com zelo e contenção. Não abandonará a corda da pandorga ainda que ela sirva de fio telefônico para chuva. Tive amigos que se fecharam, desapareceram, que me trocaram por uma fofoca, que chegaram à porta e recuaram ao portão. Esses amigos não foram amigos, se é amigo só depois da amizade. Depois de sofrer com a amizade. O amigo é como um irmão, que se briga feio, se discute aos pontapés e palavrões e volta a se falar. Volta a se falar porque é irmão.
O amigo sempre volta. Pensando bem, não volta, nunca saiu do lugar. Ele é a rua que atravesso para chegar em casa.
Fabrício Carpinejar
Pedindo licença ao poeta para desafiar a tristeza e abraçar a esperança de dias melhores.
Uma confusão de sentimentos, um sorriso cínico esperando a vida começar, um blues desmantelado,um acorde desafinado... Eu estou aqui, juntando os pedaços, colhendo girassóis em solo árido e esperando a noite terminar